quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Leuri Kalos #10 - Bulbasaur para todo lado! (2022)

 


    A imensa capital de Kalos, Lumiose, é onde Leuri e Diego visitavam agora. Para não se perderem nas ruas, Leuri estava no comando do mapa eletrônico mas mesmo assim não parecia estar dando muito certo.


Diego: Leuri, não quero ser chato, mas tenho quase certeza que já passamos por essa praça...


    Diego via crianças brincando com Sentret e Litleo domesticados. Também reparou numa Bunnelby deitada na fonte, cuspindo água. Ele esfregou os olhos e se voltou para Leuri, que segurava o mapa eletrônico de cabeça para baixo, mostrando um holograma invertido.
 

Leuri: Relaxa que está tudo sob controle, Diego! — Os dois então viram a pousada onde passaram a noite e Diego cruzou os braços. — Deve estar com defeito o mapa, hehe...

    Cansando-se daquilo, Leuri atirou o aparelho para uma lata de lixo e Diego tentou pegá-lo. Antes que ele conseguisse, dois cipós verdes se amarraram ao redor dele.

Diego: Vine Whip? — Reconheceu o golpe. — São vinhas bem resistentes e no tom certo de verde!

Leuri: Tá falando do quê, nerdiego?

Diego: Veja você mesma! — exclamou e Leuri se virou para ver.


~Bulbaaaa! — Com os olhos brilhantes, o dono dos cipós trazia o mapa para perto, achando ser um brinquedo.

Leuri: Ei, isso é meu, foi um presente da minha mãe! — Ela correu até o Pokemon, que conseguiu assustá-la ao emitir um holograma da cidade em seu rosto.

~Saur, saur! — Ele começou a rir de Leuri, que cruzou os braços.

Diego: Você ia jogar fora, Leuri... E esse é um Bulbasaur, eu acho.

Leuri: E daí que ia jogar fora? Ainda é meu! Vamos ver o que falam desse engraçadinho... — disse ao levantar sua Pokédex.


Bulbasaur, o Pokemon semente. Desde o dia em que nasceu possui uma semente plantada em suas costas. O bulbo está cheio de nutrientes para manter esse Pokemon saudável, mas também serve para armazenar energia. O bulbo vai crescendo a medida que envelhece até desabrochar em sua evolução.


Leuri: Evolução? Quer dizer que ele também vai ficar diferente?

Diego: Todos os Bulbasaur chegam em um momento da vida onde precisam evoluir. Muitos Pokemon do tipo planta também são assim, a evolução é um processo mais natural para eles, como o crescimento para os humanos.

Leuri: Ah... De qualquer forma, eu vou pegá-lo! — Levantou uma Pokeball, mas Bulbasaur se virou de costas, rebolando e rindo.

    Quando Leuri a arremessou para cima dele, esta bateu em suas costas e caiu no chão, mas ele continuou livre e agora tinha o mapa na boca.

Leuri: Ei, volte aqui!!
— gritou, mas Bulbasaur corria muito mais rápido do que ela e logo perdeu o fôlego, também perdendo-o de vista. — Droga...!




    Agora sem o mapa, Leuri fazia sinal de carona para algum táxi parar enquanto balançava uma latinha com moedas, mas logo Diego abaixou sua mão.

Diego: Leuri, não precisamos de um táxi! Vamos achar o caminho.

Leuri: Impossível! Essa cidade é enorme, não temos mapa e nem a Serena com a gente!

Diego: As coisas não precisam ser tão fáceis, sabia? Faz parte de uma jornada enfrentarmos desafios. Mesmo que eles sejam se perder numa cidade...

Leuri: Nem você acredita nisso, ontem tava muito mais divertido com a Korrina! Eu quero um táxi e... — Ela viu um carro passando pelas duas pistas da rua, como se estivesse fora de controle. — Cuidado!

    Leuri puxou Diego para trás, o salvando de ser atropelado. O carro bateu num poste e imediatamente seu capô levantou começando a sair fumaça de dentro. Várias pessoas se juntaram para socorrer o motorista, que felizmente não se feriu, mas...


~Saur! — O Pokemon saltou do carro, com dados de pelúcia amarrados em seus cipós, provavelmente roubados.


Leuri: O Bulbasaur fez isso com o carro?!


 — Vocês precisam me ajudar! — exclamou um rapaz de jaleco amarrotado e os cabelos bagunçados que agora levava as mãos aos joelhos, recuperando o fôlego de ter corrido até eles. — Preciso levar o Bulbasaur de volta ao laboratório!

Diego: Fala do laboratório do professor Sycamore?
— o rapaz assentiu.

Alain: Me chamo Alain, estou estagiando como assistente dele. Eu só precisava vigiar o Bulbasaur que ele está pesquisando, mas... Como podem ver, saiu do controle.

Leuri: Não esquenta, moço, sou muito amiga do Sycamore então vou ajudar! Eu sou uma Treinadora poderosíssima, dou conta daquele pestinha!
— Toda confiante, levantou uma Pokeball e desfilou pela rua enquanto Diego disfarçava uma risada e Alain a olhava com esperança. — Fletchling, use Peck!


~Fletchlin!

    Deixando sua Pokeball, Fletchling fez uma curva no ar. Antes apanhou um macaron com Leuri, depois mergulhou para atingir Bulbasaur.


~Buuulba! — Ele havia ganhado um brilho no olhar ao ver o Pokemon se aproximando, uma batalha iria começar.


    Soltando os dados de pelúcia, Bulbasaur saltou por cima de Fletchling, pisoteando suas costas. A ave ficou desesperada, mas foi agarrada pelos cipós.

~Buuuulba! — Ele passou a girar Fletchling ao seu redor usando dos cipós, gargalhando.

Leuri: Ai que horror, isso não é divertido!! Fletchling, volte!
— gritou, o regressando.

Diego: Deixe comigo, Alain! Diferente dela, eu sou um Criador experiente e sei como lidar com os Pokemon.
— Ele se colocou ao lado de Leuri, jogando a Pokeball para frente. — Poochyena, Dark Pulse!


~Poooch! — Ainda no ar, Poochyena rosnou e projetou espirais sombrias contra Bulbasaur, o pressionando no chão.

Diego: Isso vai mantê-lo parado. Bulbasaur já não é uma espécie muito rápida, então meu comando foi perfeito.

Leuri: O que dizia, Dieguito, o Criador experiente?

~Bulba!
— Bulbasaur agora estava ao lado de Poochyena, abanando seu traseiro, muito sorridente.


    Ao recolher seus cipós, ele levantou folhas caídas das árvores para que se afiassem e percorressem pelo ar até chegarem em Poochyena, o desferindo cortes.

Diego: Não! Isso vai ser ruim para o seu pelo! — gritou, também o regressando.

~Buuulba!! — Agora corria em círculos, dando cambalhotas e querendo mais um Pokemon para brincar.

Diego: Ele nem mesmo parece cansado... O que vocês dão para esse Pokemon comer?

Alain: Era o que eu estava tentando dizer... Bulbasaur acha que Lumiose é seu playground e quer brincar com tudo que encontra!


Leuri: Nesse caso, podemos só brincar com ele!

Diego: Dependendo do tipo de brincadeira... — Olhou para o motorista do carro chorando enquanto o veículo pegava fogo.


Alain: No laboratório, ele gosta de brincar de esconder com os outros Pokemon.

Leuri: Então vamos brincar, Bulbasaur! — gritou para o Pokemon, que olhou para ela curioso. — Eu conto e você se esconde!


~Buuulbaaa!

    Aceitando, Bulbasaur esticou seus cipós pelos postes e prédios até desaparecer dali. Leuri então começou a contar enquanto Diego e Alain estavam chocados.

Diego: LEURI! COMO A GENTE VAI ACHAR O BULBASAUR AGORA?

Leuri: Ué, a culpa é desse moço que sugeriu a brincadeira!

Alain: Minha?!

Diego: Meio que você que perdeu o Bulbasaur pra começo de conversa... Mas poxa Leuri, pensa antes de fazer as coisas! Tem regiões inteiras que cabem dentro de Lumiose, sabia? Essa cidade é um mundo!


Leuri: Não precisam surtar, estamos agora brincando com o Bulbasaur, vamos procurá-lo! Duvido que ele tenha se escondido num lugar difícil.

    Atravessando a rua saltitando, Leuri foi gritando por Bulbasaur. Algumas pessoas a olhavam esquisito e um mendigo começou a gritar também pelo Pokemon, não muito certo do que estava fazendo.

Alain: Eu vou perder meu estágio...


Diego: E eu não vou chegar nunca em Camphrier...


    Alain conhecia bem a cidade, mas não tinha um rastreador de Bulbasaur. Ele foi guiando os dois e ajudando a chamar pelo Pokemon, levantaram tampas de lixeiras, perguntaram para pessoas que passavam, funcionários das lojas e Leuri chegou até a confundir o cabelo de uma senhora com um Bulbasaur, o que a ofendeu muito.


 — Tô muito ofendida! — chorou a mulher muito ofendida. — Você acabou com a minha autoestima, eu vou ter que mudar todo o meu visual agora!

Leuri: Desculpa, mas é que parecia tanto...


 — Era pra ser inspirado num Shiny Oddish! Não olhem pra mim, não olhem pra mim!

    Correndo pela calçada, a mulher não percebeu que dois homens levavam um grande vidro retangular e acabou batendo de cara nele, desmaiando. Leuri se benzeu e afastou-se antes que alguém a incriminasse.

Diego: Bulbasaur? — Ele gritou para dentro de um buraco de bueiro aberto na calçada, mas ouviu várias mulheres reclamando lá de dentro. — Vocês estão bem?

 — Nossos maridos morreram mas estamos ótimas porque sabemos que em 48 horas vamos ganhar passagens para o sul de Kalos, vamos para lá com Serena e Greninja encontrar as novas Mega Evoluções — disse uma das mulheres e as outras começaram a repetir "Amém", então Diego fechou o buraco.

Alain: Você viu um Bulbasaur? — perguntou para um vendedor de revistas que folheava a de uma mulher com sua Gardevoir posando em vários looks.

 — Depende, ele era verde, pequeno, tinha uma planta nas costas...?

Alain: Sim, sim!

 — E ele corria muito rápido?

Alain: Sim, é ele mesmo!!

 — Desculpa, não vi não!


Alain: Esqueçam, crianças... Talvez seja melhor eu voltar para o laboratório e confessar ao professor que perdi o Bulbasaur.


Leuri: Falar a verdade e arcar com as consequências? Tá doido? A gente pode pegar outro Bulbasaur pra fazer ele acreditar que é o mesmo que sumiu! Eu sei, sou genial, pode falar.

Diego: Credo, Leuri, eu nunca perdoaria se fizessem isso com algum Pokemon meu!

Alain: Também não ia adiantar... O Bulbasaur tem sua própria Pokeball — disse, levantando a esfera com um símbolo colorido na capsula. — Como eu disse, ele faz parte da pesquisa do professor...

Diego: Se isso pertence ao Bulbasaur, tem o cheiro dele, deveria ter me falado antes — disse e levantou a Love Ball de Furfrou, a liberando em sua frente.

~Couf.

Diego: Oi, garota! Você pode nos ajudar a encontrar o Pokemon com esse cheiro? — perguntou e a poodle cheirou a Pokeball, então começou a farejar pela calçada.


~Couf! — Ela apontou com a cabeça para uma avenida e os três sorriram esperançosos.


Leuri: Diego mas esse seu plano foi muito bom, agora vai dar certo!

Diego: Hehe!

Alain: Ainda bem que encontrei vocês dois, sabia que rezar pra Arceus toda noite igual minha mãe me ensinou daria certo!


    Furfrou foi farejando não se importando com quem estava em seu caminho. Passou por cima de mesas, um carrinho de sorvete, um táxi, uma mulher grávida... Quando atravessou uma pequena praça e correu até uma cafeteria um tanto escondida, com toda a frente pintada de vermelho.

Diego: Um café?

Leuri: Qual o problema, vai julgar o Bulbasaur por ir tomar um cafézinho?

Diego: Eu não vou nem comentar sobre o caos que seria dar café pra aquele bicho!

Alain: Bulbasaur? Está aí? — gritou para dentro do estabelecimento, mas quando a porta se abriu, ele quase desmaiou de tão pálido que ficou.


Sycamore: Alain, você por aqui?

Alain: E-e... E-Eu...

Leuri: Oi, professor, eu ganhei um Diego e esse aqui é a insígnia! — Ela puxou Diego para perto, mas fez cara de confusão ao perceber que se embolou nas palavras.

Diego: Olá...

~Couf! — A poodle lambeu a calça do professor, que agachou para fazê-la um cafuné.

Sycamore: Sua mãe me contou disso tudo, é ótimo que esteja aproveitando sua jornada por Kalos. E é um prazer, Diego.

Leuri: Minha mãe?
— pensou a respeito, mas a porta se abriu de novo.


Lysandre: Augustine, seu café vai esfr... Oh! É você, jovem Leuri!

Alain: Isso, me ignorem... — Ele tentou sair de mansinho mas Sycamore o puxou para perto.

Sycamore: Eu o escutei chamando o Bulbasaur, é melhor que nada tenha acontecido com ele...
— falou com um sorriso no ouvido do estagiário que suou tremendo de medo.

Diego: Lysandre... Espera...
— Ele olhou melhor para a cafeteria, lendo o letreiro... — Aqui é o Lysandre Café!

Leuri: Lysandre Labs, Lysandre Café... Por acaso tem uma Lysandre Cortinas também?

Lysandre: Não ainda, mas em breve, quem sabe...

Sycamore: E então, por que estão todos juntos...?

Alain: É que... Por acaso, haha... O Bulbasaur não apareceu aqui não?

Lysandre: Nós teríamos visto, por que acham isso?

Leuri: Ehr, Diego...
— Ela apontou para Furfrou que agora mastigava um croissant. — Acho que foi alarme falso, a Furfrou só parou para um lanchinho rápido...


Diego: a... Droga, Furfrou!

~Couf!


Sycamore: Você perdeu mesmo o Bulbasaur?

Alain: Sei que é imperdoável...

Sycamore: Não, eu já o perdi várias vezes também, sabia que isso ia acontecer mas hoje é meu dia de folga né... Vamos lá, onde o viu pela última vez?

Leuri: Talvez... Só talvez! Eu tenha proposto um jogo de esconde esconde com ele por Lumiose.

Sycamore: Ai, ai...


    Então, dentro do café, Furfrou comia outro croissant sentada à uma mesa com Alain enquanto Leuri girava num banco alto. Lysandre afastou xícaras vermelhas e colocou um aparelho retangular na bancada.


Diego: Isso é um Holo Caster? — perguntou e Lysandre confirmou, tocando na tela e começando a projetar o holograma da cidade.

Leuri: É igual ao meu falecido mapa eletrônico!

Lysandre: Só que melhor, esse aqui tem marca!

Leuri: Ele chamou minha mãe de pobre? — perguntou mais baixo para Diego.

Sycamore: O que vocês estão vendo é a cidade em tempo real, a tecnologia da empresa do meu amigo aqui colabora até para tornar Lumiose mais segura, a polícia está sempre atenta a tudo que acontece através do Holo Caster.


Lysandre: E dessa forma... — Ele foi manuseando os hologramas, navegando pelas ruas, jogando caixas com informações do trânsito e do horário de funcionamento dos estabelecimentos para os lados, fazia tudo com tanta agilidade que deixou Leuri tonta. — Parece que a fonte de Roselia da praça verde foi danificada... Um acidente há poucos minutos na avenida Vernal... 

Alain: E-Ele está fazendo o caminho até a Torre Prisma? — perguntou ainda envergonhado.

    Lysandre continuou avançando no holograma, acompanhando a rota de caos que o Bulbasaur deixou pela cidade. Diego apontou para uma aglomeração estranha ao redor da Torre Prisma, e então, quando Sycamore deu zoom...

Sycamore: O Bulbasaur está no topo da Torre?! — Ele quase caiu para trás com o que viu, virando a xícara de café toda de uma vez. — Alain, aumenta o som da TV!


 — Bulbasaur que arrancou todos os dentes de um ciclista e deu chicotadas no filho do prefeito continua causando alvoroço em Lumiose, agora ele subiu na Torre Prisma e está ameaçando pular caso tentem resgatá-lo — dizia a repórter mostrando cenas de um garoto montado num Magnezone tentando estender a mão para o Pokemon. — E agora vamos para as notícias importantes, número de vítimas da Vivillon da Viola aumenta em 75% nas últimas oito horas...

Alain: Ele deve ter escolhido lá pra se esconder! Não vai sair até ser encontrado!

Lysandre: Se tentarmos pegá-lo quando ele pular...?

Diego: Mas é muito arriscado!

    Enquanto os três discutiam um plano e Sycamore se abanava com um cardápio, Leuri baixou o olhar, percebendo que tudo isso era culpa dela. Ela se levantou quando Furfrou deu a última mordida no croissant e todos olharam em sua direção.


Leuri: Eu vou resolver tudo isso, não tentem me impedir! Só preciso da sua carteira, Alain!

Diego: Leuri! — gritou saindo da cafeteria junto dos outros. Leuri já corria para longe, não olhando para trás. — Ia só lembrar que ela não sabe o caminho...


    Muito motivada mas pouco informada, Leuri chegou num beco sem saída, começando a chorar quando uma mulher cutucou seu ombro.

Leuri: Toma, pode levar, esse dinheiro não é meu mesmo!

 — Que isso, eu só ia perguntar se estamos em Galar!

Leuri: Como assim, moça?

Aretha: Meu nome é Aretha, sou motorista de táxi Corviknight lá em Galar, vim buscar um passageiro mas acabei esquecendo onde ele morava e acabei chegando aqui.


~Cooorv!

Leuri: AAI! — Assustou-se quando percebeu o corvo imenso com uma cabine acoplada nas costas. — Como assim você esqueceu onde estava indo?

Aretha: É que eu tenho um problema com memória, sabe?

Leuri: Então, eu também tô perdida mas estamos em Lumiose e...

Aretha: Lumiose, amo essa cidade de Sinnoh, conheço como a palma da minha mão! Para onde quer ir, mocinha?

Leuri: Hum... 


AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH!!!

    Aceitando carona de Aretha, Leuri agora estava agarrada no banco da cabine que o Corviknight carregava em seu voo. O Pokemon fez uma curva brusca que jogou a menina contra a porta, mas assim que ela se levantou e olhou na janela, viu a Torre Prisma se aproximando.

Leuri: Isso! Me deixa lá em cima!

Aretha: Quem é você e o que está fazendo no meu táxi? — gritou das costas do corvo.

Leuri: Sua maluca me deixa ali na Torre!!


Sycamore: Olhem lá aonde a Leuri está! — Ele chegava com Diego, Lysandre, Alain e Furfrou, se enfiando no meio das pessoas e apontando para a garota saltando da cabine para a Torre.


Jenny: Sem pânico, sem pânic... O quê?! Agora tem uma garota suicida também?! — A policial tentava em vão conter as pessoas que apontavam celulares para filmar. Entre elas...


Alexa: Continuando meu documentário sobre a conexão entre pessoas e Pokemon, este é um caso curioso onde os dois desistiram de tudo e vão pular juntos e...

Lysandre: Ninguém vai pular! — Ele baixou a câmera da mulher, pegando numa Pokeball.

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~Bulba? — Vendo Leuri se aproximando com cautela, ele correu até ela, abanando a bunda.


Leuri: Ai... — Ela tentava não olhar para baixo, mantendo as costas coladas na estrutura da Torre. — Bulbasaur, eu te encontrei! Agora vamos descer e eu me escondo para você procurar, tá bom?

~Saur, saur!!
— Ele saltitou no mesmo lugar, então pulou para os braços dela, quase a derrubando.


Leuri: Ai minha vida não pode acabar assim!
— Ela tentou se equilibrar mas ficava difícil com o Pokemon em seus braços.

Diego: Façam alguma coisa, eles vão cair!!

Jenny: Eu já chamei uma equipe de resgate, mas precisamos de um pouco mais de tempo!


    Uma Pokeball se abriu entre as pessoas e um Pokemon identificado como Aegislash saiu dela. Diego olhou assustado, mas Lysandre montou em suas costas, segurando-se no escudo dele.

Sycamore: Aegislash vai conseguir voar até lá?

Lysandre: Precisamos tentar!



    No topo da Torre, Leuri tinha conseguindo encontrar um jeito de ficar parada com Bulbasaur nos braços, mas ele não parava de se mexer.


Leuri: Bulbasaur, se puder não dificultar... — começou a dizer, olhando para baixo. As pessoas pareciam muito pequenas daquela distância, não conseguia perceber ninguém. — Não é justo reclamar com você... Eu sei disso, o Diego estava certo, ele sempre está... Eu sempre ajo sem pensar primeiro!


~Saaur? — Ele olhou para Leuri, que tinha lágrimas nos olhos, apavorada.

Leuri: Eu joguei o mapa fora... Eu te chamei para essa brincadeira sem noção... Eu pedi para um Corviknight me deixar aqui em cima e agora eu... eu... Eu vou morrer!
— Ela apertou Bulbasaur em seus braços, encostando a cabeça no bulbo dele. — Snif... Eu achei que agora saberia o que fazer, mas não sei de nada sem os outros! Eu quero a minha mãe...

~Saaaur...?
— Ele não entendia porque ela estava chorando, mas parou de se mexer, só a ouvindo.


 — Ei, você! — gritou o garoto nas costas do Magnezone. — Me entregue o Bulbasaur e suba aqui!

Leuri: Mas e se eu cair?! — gritou, levantando seu rosto para ele.

 — Está preocupada com isso? Eu ouvi o que choramingou, colocou esse Bulbasaur em perigo, agora é hora de salvá-lo! Tenha responsabilidade!

Leuri: Eu...
— Ela deu um passo para frente, só mais um e conseguiria subir no Magnezone, porém...


    Um pedaço da estrutura da Torre cedeu e Leuri despencou com o Bulbasaur. As pessoas fizeram um "Ooooh" coletivo e Diego tentou correr, mas tinha gente demais na sua frente, não chegaria a tempo.

Lysandre: Leuri!
— gritou para a garota, aproximando-se em Aegislash e estendendo o braço, mas... — O quê?!

    O corpo de Aegislash foi atraído pelos ímãs de Magnezone, acabando por juntar Lysandre com o menino loiro.

 — Não!!


Leuri: Bulbasaur... Me desculpa!


    Em queda, Leuri abraçou o Pokemon, colocando o queixo dele em seu ombro. Bulbasaur fechou os olhos por um instante, mas quando os abriu, prolongou seus cipós, envolvendo-os em partes da estrutura da Torre.

Alain: Pararam de cair! — gritou, balançando Furfrou.

Sycamore: Mas...
— Seus olhos se estreitaram, assim como os de Lysandre que ainda estava colado com o garoto.


    Enquanto Bulbasaur descia em segurança com Leuri abraçada nele, o sol se punha por trás da Torre. Então, um símbolo começou a ser projetado entre os cipós do Pokemon, assim como os hologramas da empresa de Lysandre. Tinha várias cores diferentes alternando como uma chama vazada, Leuri não o percebia por continuar de olhos fechados, mas Alexa havia conseguido filmar com precisão.

Diego: O que é aquilo?! — Ele olhou para o professor e para Alain em busca de respostas, mas os dois apenas ficaram quietos.


Sycamore: Eu tinha razão... — Ele consultou as horas em seu relógio, coçando a barbicha a seguir.


Leuri: Hein? Ainda tô viva? — perguntou-se quando sentiu seus pés tocando o chão. — Mas... Como?

Diego: Leuri, sua doida varrida você ainda vai me matar de susto!
— Com a ajuda de Furfrou, ele conseguiu passar pelas pessoas, chegando até ela.

Leuri: Mas...
— Então sentiu algo se remexendo em seus braços.


Leuri: Bulbasaur... Você nos salvou! — Estendendo o Pokemon que recolhia os cipós, ela voltou a abraçá-lo, agora com lágrimas de alegria.

Jenny: Aaahh... Esse trabalho... Deve ter sido por isso que o Clyde se demitiu, eu mereço um aumento... — Ela se apoiou no ombro de Alexa, com uma mão no coração.

    Leuri ouviu muitas reclamações de todos, principalmente de Sycamore que não sabia como ia explicar para a mãe dela como deixou isso acontecer, mas ela estava feliz por estarem ali, só conseguiu rir das caras de bravos que faziam e isso acabou aliviando o clima. Quando Lysandre conseguiu desprender seu Aegislash do ímã de Magnezone, ele os convidou para voltarem ao seu café.


Lysandre: Pois é... Aquele símbolo que todos viram...? — Ele empurrou uma xícara de café para Sycamore, que a pegou enquanto concordava com a cabeça.

Sycamore: Sem dúvidas, e o horário bate com o que tenho pesquisado sobre o Sundial... Mas não finja se interessar nisso só para me agradar amigo, amanhã mesmo já vou me enfiar no laboratório e não saio nem por nada, haha!

Alain: Mas Professor... E quanto ao Bulbasaur?

Sycamore: Olhe e verá a resposta.


    Enquanto Diego tentava arrancar um croissant da boca de Furfrou, Leuri ria e acariciava a cabeça de Bulbasaur, que dormia em seu colo como se não tivesse causado o caos pela cidade.

Sycamore: Ele está calmo... Juro que nunca o vi assim, e como foi com ela que o símbolo apareceu, para mim está mais do que decidido — disse, apanhando a Pokeball que estava com Alain e se levantando. — Leuri... Quero que leve Bulbasaur em sua jornada.

Leuri: Oi? Tá falando sério?

Sycamore: Vocês são parecidos, incontroláveis, querem se divertir... Vão crescer juntos. Estou curioso para ver no que podem se tornar!
— Assim, a entregou a Pokeball.

Leuri: Diego, vai ter que fazer comida pra mais um!

Diego: Por mim, sem problemas!

Lysandre: Também quero entregá-los uma coisa
— disse, se colocando ao lado de Sycamore com um sorriso. Sua sombra cobriu Leuri e Diego juntos. — Levem este Holo Caster, não quero que se percam de novo ou dependam daqueles mapas fajutos.

Leuri: Oba! Vou me jogar de lugares mais vezes, já foram três presentes contando com o lanche!

Diego: Leuri! Mas senhor Lysandre, agradecemos muito, o Holo Caster é algo tão caro....

Lysandre: Hahaha! Não se preocupe com isso. Conhece o lema da Lysandre labs! Tudo pelo futuro de Kalos!

    Dessa forma, Leuri conquistou um novo Pokemon que vale por todos os seus e de Diego de tão agitado que é. Agora ele pode estar dormindo, mas quando acordar... Boa sorte, Leuri!

Continua


...


Alain: Nos livramos daquele bicho encapetado!!!


Sycamore: Não acredito, finalmente! Vamos comemorar, pega o vinho!

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